Benjamin Lee Whorf e Edward Sapir são os nomes associados à hipótese do determinismo linguístico. Inicialmente, Sapir observou, ao estudar línguas indígenas norte-americanas, que falantes de línguas diferentes devem atentar para aspectos diferentes da realidade para fazer coisas muito simples, como por exemplo, ordenar palavras em frases em sua língua nativa. Essa observação de Sapir levou Whorf a estender o pensamento de Sapir, conforme você verá na passagem abaixo.
1) Pesquise na Wikipedia ou no Google o termo “hipótese Whorf-Sapir” ou “hipótese do determinismo linguístico”
2) Leia a famosa passagem de Whorf:
“Dissecamos a natureza ao longo de linhas estabelecidas por nossas línguas nativas. Não encontramos as categorias e tipos que isolamos no mundo dos fenômenos porque eles são evidentes para qualquer observador; pelo contrário, o mundo se apresenta num fluxo caleidoscópico de impressões que têm de ser organizadas por nossas mentes – ou seja,em grande medida pelos sistemas linguísticos existentes em nossas mentes. Selecionamos a natureza,a organizamos em conceitos e atribuímos significados da maneira como o fazemos, sobretudo porque concordamos em organizá-la dessa maneira – acordo este que se impõe a toda nossa comunidade linguística e está codificado nos padrões de nossa língua. Trata-se, evidentemente, de um acordo implícito e não formulado, mas seus temos são absolutamente categóricos; só podemos falar se nos submetermos à organização e classificação dos dados decretadas por esse acordo.” (WHORF, apud PINKER, 2002[1994], p. 65).
Fonte: PINKER, S. O instinto da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2002 [1994].
Nenhum comentário:
Postar um comentário